21
Fev 09

Silveirinha - Recebe o perdão de Donatela e Irene e viaja para o interior. Por lá, vê duas meninas cantando música sertaneja e pede permissão ao pai delas para lançá-las na carreira.

Lara e Halley - Ao perceber que Lara é apaixonada por Halley, Cassiano termina o namoro. Na faculdade, Lara descobre que Halley está livre e vai atrás do milionário. Os dois trocam juras de amor e se reconciliam.

Léo - Depois de sair da cadeia, tenta o perdão da filha, mas é desprezado e vai embora de Triunfo.

Cida e Juca - Dois meses depois, a caminhoneira volta a Triunfo e se surpreende ao ver que Juca construiu a casa. Os dois reatam e se casam.

Alícia e Cassiano - Sem Lara, Cassiano vai ceder aos encantos de Alícia e os dois ficam juntos. A reaproximação começa no casamento de Cida e Juca: é ela quem pega o buquê.

Damião e Greice - O casamento de Cida e Juca vai servir para levar Damião e Greice para o altar. Ela diz que os dois já moram juntos, mas gostaria de oficializar a união. Damião topa.

Rita e Didu - A mãe de Camila também se empolga com a cena do casório de Cida e pede para pegar carona no mesmo barco. Didu, que vai substituir Elias no comando da prefeitura, aceita.

Stela e Catarina - Catarina desiste de se casar com Vanderlei alegando que quer aproveitar mais a vida e viaja com Stela para Buenos Aires. Elas vão apenas como boas amigas.

Átila e Lorena - Voltam às boas e terminam juntos.

Iolanda - Se conforma com o que chama de namorico entre Copola e Irene. Termina a novela sem um grande amor, mas fica ao lado das filhas e da família.

Mariana e Shiva - Apesar de não ser o pai legítimo, Shiva assume a filha da namorada. Na última cena dos dois, ele tenta colocar Úrsula para dormir e ainda a chama de filha.

Tuca e Pepe - No penúltimo capítulo rola um clima entre a jornalista e o músico. Ela se diz fã dele e pede autógrafo em seu CD dos Selvagens, ex-banda de Pepe e Augusto César.

Romildo e Arlete - O político consegue o perdão do filho Damião e ganha uma segunda chance de Arlete.

Orlandinho e Céu - Apaixonados, os dois têm final feliz com o filho dela e de Halley, Marcelo Edivaldo Donizeti é o nome do bebê que é uma homenagem aos pais de Halley (Marcelo), Céu (Edivaldo) e ao avô (Donizeti) de Orlandinho.

E assim terminou ontem A Favorita. Esta novela para mim está empatada no 1º lugar com Belíssima no meu ranking de melhores novelas. A Favorita teve coisas melhores do que Belíssima e vice-versa, não consigo escolher qual a que gostei mais. Já tinha ssistido ao último capítulo que devo reconhecer que esperava melhor, mas o resto da novela ultrapassou todas as minhas expectativas. Já estou cansada de falar bem desta novela maravilhosa que acompanhei quase durante 8 meses sem perder um único capítulo. Agora só me resta dizer que este blog também está a despedir-se pois na próxima semana vai fechar de vez, mas atenção, não vai ser apagado, apenas não vai ser mais actualizado. Tenho pena de o apagar pois tive tanto trabalho com ele e tive tanto prazer em o fazer. Nos proximos 2 dias serão postados vídeos que eu fiz em homenagem à Favorita e depois fecha.

Estou a pensar mudar-me dos blogs do sapo pois vejo que aqui o meu outro blog já não tem o sucesso de antes, mas isso logo se vê.


29
Dez 08

A violência urbana chegará a casa de Romildo Rosa (Milton Gonçalves) da pior forma fazendo Alícia (Taís Araújo) como vítima nos próximos capítulos de A Favorita, segundo o jornal O Globo.
Em breve, a artista plástica deverá ser vítima de uma bala perdida comovendo o parlamentar que se culpará.
A dor de Romildo será ainda maior quando souber que a origem da arma que atingiu a sua filha era comercializada por sua quadrilha e chegará ao ponto de se entregar para a polícia, demonstrando arrependimento.

publicado por Tititi às 19:11

24
Dez 08

Nas cenas que devem ser exibidas no dia 25/12, é Natal em A Favorita e no mundo claro! E a ceia dos personagens promete!

Título da MatériaDamiãoDamião aceita Romildo
Para começar, Romildo recebe um indulto de Natal e fica feliz ao sair da penitenciária ao lado de Arlete, Alícia e Didu.

Os quatro seguem para a casa de Greice e Damião, que são surpreendidos com a visita inesperada enquanto preparam a ceia. Mas o operário expulsa o pai de sua casa:

“É muito abuso! Como é que você tem coragem de pisar na minha casa?! Você sabe que não é bem-vindo! Quer me obrigar a ser grosseiro? Quer ser destratado? É isso?”, ele diz, furioso.

Só que Greice, com jeitinho, acaba convencendo o namorado a aceitar a presença do pai, para a emoção de Romildo:

“Só quero ficar olhando... Nossos filhos todos juntos, me aceitando de volta... Você e eu, novamente reunidos... Quero ficar quieto só contemplando e sentindo esse momento...”, ele confidencia, com os olhos marejados, a Arlete.

Título da MatériaTítulo da MatériaStela ceia com a família de Copola
Perto dali, na garagem de Copola, este incentiva Iolanda a participar do Natal com toda a família, mas ela está triste e amarga. Logo depois, no entanto, o espírito natalino sensibiliza Iolanda. Ela volta atrás e resolve participar da festa com a família e ainda chega com uma bandeja cheia de rabanadas! E, neste ano, a festa dos Copola conta com uma visita especial. É Setla! Feliz, ela agradece Copola por tê-la convidado para a ceia de Natal.

Título da MatériaEliasElias recebe Dedina
Elias, Diva, Augusto e Shiva se reúnem para passar o Natal juntos. Mas quando avista Dedina, triste e destruída, arrastando sua sacolinha, Diva se comove.

“Só hoje, Elias. Só esta noite”, ele pede. Elias não diz nem que sim, nem que não e, com os olhares cúmplices de Augusto e Shiva, ela decide trazer Dedina. Durante a ceia, sempre meio aérea, Dedina come vorazmente sob os olhares assustados e penalizados dos demais.

Diva tenta levantar o astral, mas a ex-primeira dama acaba tendo um acesso de loucura e desmaia.

Título da MatériaTítulo da MatériaHalley festeja com Donatela!
Lara e Cassiano bem que tentam levar Irene para passar o Natal em Triunfo. Mas, sob o efeito de calmantes, Irene prefere ficar em casa:

“Eu não estou em condições de sair, meu filho, ainda mais depois de tudo o que eu ouvi hoje”, ela diz, muito abalada, referindo-se à notícia de falência da empresa americana. Lara, então decide fazer companhia à avó e conta com o apoio de Cassiano, que passa a noite com a duas.

Já Halley e Cilene chegam para festejar com Donatela, Zé Bob, Tuca e Camila. Donatela, surpresa, fica muito emocionada com a presença do filho. “Vamos deixar o passado pra trás, que hoje o que importa é que nós estamos aqui, todos juntos! E essa ceia, sai ou não sai?”, ela diz, muito emocionada, logo depois de receber um presente do rapaz: uma foto dele, criança, se formando na primeira comunhão.

Agora que já sabemos como os nossos Favoritos vão comemorar o Natal, só me resta desejar a todos os leitores um FELIZ NATAL!Árvore do Ibirapuera 2008 por MarceloJose.

Aqui deixo a iluminação do Parque do Ibirapuera em São Paulo onde já aconteceram várias cenas da novela!


09
Nov 08

Enfim, o misterioso Aleph dará as caras em “A favorita”. E o público vai se surpreender ao saber que o informante de Zé Bob (Carmo Dalla Vecchia) é ninguém menos que Alícia (Taís Araújo). Sim, a filha de Romildo Rosa (Milton Gonçalves) é quem modifica a voz para dar pistas ao jornalista das negociatas do pai.

— Foi uma grata surpresa. Como Alícia está envolvida no namoro com Cassiano (Thiago Rodrigues), pensei que ela não iria mais se meter nas histórias do pai. Mas achei sensacional esta virada da personagem — afirma Taís.

E era o que o público estava esperando. Afinal, Alícia surgiu na trama como um arrasa-quarteirão, prometendo esquentar a novela, mas acabou morna. O namoro com Cassiano e a revelação de que é a X9 de Romildo, devolveu o vigor a personagem. Mas Taís garante que nunca ficou ansiosa para deslanchar na trama.

— Isso nunca foi uma questão para mim. E é agora que a história está acontecendo. Confio muito no João Emanuel Carneiro (o autor), sabia que algo iria acontecer. A espinha dorsal da trama é a história de Donatela (Claudia Raia) e Flora (Patrícia Pillar), que precisava ser contada — analisa.

Ao mesmo tempo em que Alícia vestiu a carapuça da informante, Taís garante que a personagem está mortificada por entregar o político:

— É muito difícil, porque ela o ama. Nunca concordou com os negócios sujos dele, sempre o criticou, apesar de usufruir do dinheiro. Alícia inventou o Aleph porque sabia de muita informação sobre as falcatruas do pai, queria contar, mas não tinha coragem.

Alícia e Zé Bob terão uma conversa que mexerá com a artista plástica. Ele conta que Romildo está metido com o tráfico de armas. E pede ajuda a ela. Mas, a princípio, a moça fica receosa. “Você sabe que eu sempre fui contra as falcatruas dele, mas ele é meu pai”, diz a artista plástica. Zé Bob retruca: “Mas está na hora de você tomar uma posição”. E argumenta que o tráfico de armas contribui para vários outros crimes.

A moça vai para casa e ouve uma conversa entre Diva (Giulia Gam) e Romildo. Depois, surpreende o pai com uma maleta de dinheiro. Alícia pede uma explicação, mas ele não dá. Ela, então, vai à casa de Zé Bob e, sofrendo, releva sua identidade secreta: “Sou ligada a meu pai de uma forma neurótica, doida, amorosa, mas sou o Aleph”.

publicado por Tititi às 17:26

08
Out 08

A novela da Rede Globo, A Favorita, vai retratar a tragédia do desabamento do edifício Palace 2 que deixou 8 pessoas mortas e cerca de 130 famílias ficaram desabrigadas em Fevereiro de 1998 na Barra da Tijuca, RJ.

De acordo com informações do jornal O Dia, o jornalista Zé Bob (Carmo Dalla Vecchia) combina com Rita (Christine Fernandes) de pegar Camila (Hanna Romanazzi) na casa de Dulce (Selma Egrei), a menina sente o apartamento tremer e diz à avó que ignora.

Ainda de acordo com a publicação, um vizinho avisa que o prédio vai desabar, mas Dulce não dá importância e o prédio desaba. Zé Bob, desesperado, fura o cordão de isolamento e corre para salvar a filha. Dulce sai machucada e Camila, aliviada, agradece ao pai.

Com a investigação sobre a construção, Romildo Rosa (Milton Gonçalves) fica preocupado e finge inocência e oferece o pagamento do tratamento para Dulce, que vai aceitar. Ao ser questionado por Camila se ele construiu o prédio com areia, ele nega e promete recompensar Dulce.

Não percam hoje ou amanhã em A Favorita! Hoje Manu descobre a verdade sobre Halley!

publicado por Tititi às 16:16

02
Out 08

Finalmente chegou a hora do dos outros personagens em "A favorita"! Depois de dirigir o foco da trama para Flora (Patrícia Pillar) e Donatela (Claudia Raia), o autor João Emanuel Carneiro cumpre a promessa e começa a desenrolar outras tramas ligadas ou não às protagonistas.

Daqui a umas semanas, a novela começa com gás novo. O público verá o desespero de Cilene (Elizângela) ao flagrar Lara (Mariana Ximenes) e Halley (Cauã Reymond), a confirmação de que ele é o filho de Donatela e Marcelo (Flávio Tolezani) que Flora sequestrou. E mais: Augusto César (José Mayer) se envolvendo com Donatela e Dedina (Helena Ranaldi) caindo nos braços de Damião (Malvino Salvador) sem que Elias (Leonardo Medeiros) desconfie.

- Ninguém tinha certeza de que Halley era filho de Donatela e Marcelo e que ele tinha sido sequestrado por Flora. Mas nós desconfiávamos. Com a confirmação, resta saber quem é o verdadeiro pai de Lara porque do contrário seria incesto. Ele resolveu um suspense, mas ainda tem outro. A Cilene fica desesperada com o namoro deles - diz Elizângela.

Cilene fica tão desesperada que decide contar tudo à família de Lara durante um churrasco em que a loira apresentará Halley como seu namorado. Com medo que seu segredo venha tona, Flora decide copiar o passado e seqüestrar Halley novamente antes que ele chegue ao rancho. Com certeza é uma virada interessante para o Halley nesse momento - afirma Cauã Reymond.

De um lado um suspense policial, do outro o humor. Após ser perseguida, sequestrada e fugir dos ex-comparsas de Diva (Giulia Gam), Donatela vai parar no sítio de Augusto César. O encontro será divertidíssimo. Ela chega no momento em que um raio cai perto de seu corpo. É motivo suficiente para o maluco-beleza achar que a fugitiva é sua mulher Rosana. Ele desmaia ao vê-la e quando acorda tem certeza que está com o amor de sua vida, Donatela tenta explicar: - Eu não sou a Rosana. Vim apenas trazer um recado dela - diz a perua.

O doido responde: - Recado? Sei, você está falando em código, não é? Quando uma pessoa é abduzida e retorna, ela volta sem memória - justifica Augusto César.

- Shiva (Miguel Rômulo) percebe que ela é uma farsante, mas Donatela vai tomando conta da família. Obriga Augusto a fazer coisas que não fazia. Os dois juntos é um barato, e Shiva adora - conta Miguel. - Donatela com Augusto será engraçado.
Negócios ilícitos

Quanto a Diva saberemos mais dos negócios dela e como Romildo (Milton Gonçalves) está envolvido nisso. Essa história vai crescer muito - aposta Giulia Gam.

Enquanto isso, em Triunfo, a assanhada Dedina consegue se entregar a Damião, mas eles são flagrados por Greice (Roberta Gualda), que pede demissão do emprego. Elias fica sem entender nada e pede justamente para Damião descobrir o que houve com a empregada.


19
Set 08

Como no início da trama tudo girava em torno das protagonistas, o autor João Emanuel Carneiro avisou que, na segunda etapa da novela, iria desenvolver os outros núcleos. Muita coisa já está acontecendo e os atores estão animados. Veja o que eles esperam que aconteça daqui pra frente.

Tais Araújo
“Estou ansiosa para saber se vai ter uma reviravolta na vida de Alicia, mas temos que esperar o João Emanuel. É difícil porque as pessoas não entendiam muito bem o porquê da revolta dela com o pai. Acho que agora vai ficar bem claro que ele não vale nada, é um corrupto. Acho que cada vez mais o João vai aprofundar essa questão da política. Acho que o público não pode perder a novela porque não aconteceu nem metade.”

Thiago Rodrigues
“Não sei se Cassiano vai voltar a namorar a Lara. Eu não sei nem o que esperar do João, porque ele é um autor tão montanha-russa, que surpreende tanto a gente, que o negócio é fazer com verdade tudo o que ele mandar. É claro que a gente tem as nossas preferências, mas não vale a pena viajar muito nisso não. É melhor confiar nele e ir até o fim”.

Título da MatériaDeborah Secco
“Eu não sei o que esperar para Céu, mas com certeza o João está preparando muita coisa legal. Eu estou muito feliz! Fazer uma personagem com tantas possibilidades é muito bom. A Céu começou com um lado forte para o drama, e agora está caindo para comédia. Acho essa personagem muito rica. Eu fico contando os dias para receber os capítulos novos”.

Romildo RosaMilton Gonçalves
“O que vai acontecer com Romildo eu não sei, isso está na cabeça do autor, e podemos esperar de tudo (risos). Acho que a relação familiar do Romildo vai continuar ruim. Em novela, se você não ficar próximo do autor, você não tem nenhuma intuição do que vai acontecer. Mas acho que o Romildo vai ficar cada vez mais encrencado.”

[emmanuele+araujo.jpg]Emanuele Araújo
“Eu estou adorando a virada da personagem, a cada capítulo são novas vertentes, novas nuances de interpretação para a Manu. Ela é uma menina cheia de sonhos, que pensa sempre como pode se dar melhor, tem caráter duvidoso, cheia de revoltas, e que também gosta muito de se divertir”.

Christine Fernandes
“Não sei quais são os planos do João, mas eu gostaria que a Rita fosse um exemplo de integridade. O país está precisando de bons exemplos. Quem sabe, se ela entrasse para política e fosse uma semente boa dentro de um universo corrompido. No entanto, se ele a transformar numa mulher terrível, eu também vou adorar. Adoro vilã e, para uma actriz, é uma possibilidade muito rica para trabalhar. Mas vou ficar feliz com qualquer um dos desfechos para Rita!”

Iran Malfitano
“Este é o melhor momento na minha carreira até agora. O Orlandinho teria uma participação muito menor, mas o personagem foi crescendo, para a minha surpresa! Está sendo maravilhoso, estou muito empolgado. Tomara que ele continue nesse núcleo cômico com a Céu e o Halley, está muito divertido”.


14
Ago 08

Nos últimos tempos, Milton Gonçalves já cumprimentou mais gente do que candidato a prefeito. "Não há um dia em que eu saia e as pessoas não venham me abordar", confirma o ator, feliz com o reconhecimento. Na pele do antiético deputado Romildo Rosa, de A Favorita, ele sempre ouve em tom de brincadeira "olha o corrupto" ao caminhar pelo Flamengo, bairro do Rio onde mora.

Mas além de conquistar reconhecimento com o papel na novela das oito da Globo, Milton também vê seu personagem gerar polêmica. Políticos e até integrantes de movimentos negros chegaram a dizer que Romildo Rosa poderia prejudicar candidatos negros nas eleições e até o senador Barack Obama, que vai disputar a presidência dos Estados Unidos. "É uma sandice", rebate o ator.

Ativo na luta pela integração dos atores negros na TV, Milton defende que seu trabalho na novela de João Emanuel Carneiro não muda a cabeça de ninguém e muito menos prejudica os negros. "Eu quero é um bom personagem. Já fiz outros vilões horrorosos e ninguém questionou", diz.

O povo brasileiro é considerado apático em relação à corrupção política do País. Essa indolência se estende à postura de seu personagem em A Favorita? Como sente a resposta das pessoas nas ruas?
As pessoas não acham comum o que meu personagem Romildo Rosa faz e o condenam. É claro que às vezes rindo, mas condenam. Tenho a pretensão de, por meio desse trabalho, poder alertar as pessoas que vão votar este ano nas eleições municipais. Não sou o anjo que vem trazer a verdade. Mas acho que a presença dessa figura na novela serve de aviso para muita gente pensar duas vezes antes de votar.

Que tipo de manifestação você já enfrentou desde que começou a interpretar o Romildo Rosa?
A reação do público é muito boa em relação a mim. Apelidaram de vez o meu personagem de corrupto, apesar de até o momento nada ter sido comprovado contra ele na história. Nas ruas, as pessoas brincam: "olha o corrupto". Umas em tom de brincadeira, e outras na intenção de mexer comigo mesmo. Mas não me incomodo com isso. Moro na zona Sul do Rio de Janeiro e vou a todos os lugares. Não tem um dia em que pelo menos umas 10 pessoas não se aproximem de mim. Todos dizem que estou muito bem nesse papel. Fico feliz, obviamente, porque em um trabalho como esse a gente coloca os demônios para fora. Tenho a chance de usar todas as maldades que tenho no baú. Todo mundo tem seu baú de controvérsias. As pessoas se interessam e querem ver. A repercussão é grande.

A repercussão é tanta que chegaram a insinuar que o seu personagem prejudicaria candidatos nas eleições. Como você avalia isso?
O que já foi dito por aí em relação a isso não tem nexo. Dizer que a presença de um personagem negro, político e vilão, no Brasil, atrapalharia a eleição de Barack Obama nos Estados Unidos é uma tremenda sandice. Pior ainda é dizer que a presença de meu personagem em uma novela atrapalharia os candidatos negros que concorrem nas próximas eleições aqui no Brasil. Isso é uma loucura inexplicável. Porque, se um personagem da ficção atrapalhar a candidatura de alguém, é sinal de que o candidato é ruim mesmo. Novela é novela. Dura nove meses. A TV tem força, mas não modifica. Só cria modismos. Não muda o caráter e nem a história das pessoas. Recebi uma carta de um deputado de São Paulo dizendo que eu estava fazendo um deserviço. É o contrário. Faço um serviço e já respondi a ele.

Você também foi questionado por integrantes de movimentos negros pelo fato de ter aceitado viver esse papel, sendo que sempre defendeu a boa imagem dos atores negros na televisão...
O que eu quero é fazer um bom personagem. Já interpretei outros vilões e figuras horrorosas. Um dos trabalhos que mais me deu prêmios foi um filme chamado A Rainha Diaba, em 1974. Eu era homossexual e chefe de uma quadrilha de traficantes. Ninguém falou nada. Sabe por quê? Porque o negro está associado ao mal quando ele ocupa o lugar dele na sociedade. Pode ser bandido e batedor de carteira que ninguém escreve carta. Mas se fotografarmos o Congresso, o Senado, os Ministérios, não vemos representantes negros. Não é um personagem que aparece esporadicamente na teledramaturgia que atrapalha. O que atrapalha é a falta de visão, a falta de estudar melhor a História do Brasil.

Você já interpretou diversos personagens que vão além do escravo e do empregado doméstico, papéis comumente destinados a atores negros. É verdade que teve de pedir para fazer o primeiro engravatado de sua carreira na TV?
Pedi ao Dias Gomes, mas ele revezava com a Janete Clair e passou para ela essa missão. Janete me deu o maravilhoso Dr. Percival, um médico, em Pecado Capital. Eu cuidava da personagem de Débora Duarte na história e até brincava que era o preto velho que baixava quando ela estava com problemas espirituais. Eu tinha uma história no teatro que nem todos conheciam. Quando fui para a televisão, muitos achavam que eu era um aventureiro que vinha da figuração. Havia um tratamento meio desrespeitoso. Mas minha postura sempre foi a de ir onde está a fera, onde reside o preconceito. Já enfrentei situações bem preconceituosas.

Quais, por exemplo?
Em Pecado Capital, a personagem de Tereza Amayo era casada com o personagem do Dary Reis. Mas pintou um romance com o meu personagem e começaram a chover cartas na Globo. As correspondências não criticavam só o fato dela ter uma relação extraconjugal, mas o problema era ser com um negro. Quer dizer que se eu fosse branco e de olhos azuis não teria problema? Depois fiz outra novela, Baila Comigo, do Manoel Carlos, em 1981. Era casado com a Beatriz Lira na história, mas havia cobranças de que não nos beijávamos. Tivemos uma conversa, já tinham insinuado que não nos beijávamos pelo fato de eu ser negro e começamos a beijar muito na boca. Minha mulher até ficou com um certo ciúmes (risos). Mas escreveu uma carta na época dizendo que gostaria de me ver beijando a Maitê Proença. Mas essa não é minha preocupação. Já fui marido de muitas mulheres negras também. Só quero que nós negros sejamos vistos como parte integrante e não como diferentes.

Acha que essa sua luta pela inserção dos atores negros já deu bons resultados?
Eu tenho longevidade. Sou do primeiro elenco da Globo formado por Otávio Graça Melo em 1965. Mas não brigo só por um espaço para mim. Mesmo que você juntar todas as emissoras, vai contar com facilidade quantos negros há trabalhando. Sobrevivo dessa profissão, tenho um bom apartamento, meus filhos já moraram fora, viajei mais do que imaginei que poderia e gosto de tomar um bom vinho. Mas até hoje tenho posições marcadas na Globo. Estou lá e se achar que alguma coisa não é justa, vou lá e falo. Minha preocupação é a inserção sem humilhação.

Você se sente realizado com os personagens que pôde viver até aqui?
É muito raro eu não gostar de um personagem que faço, seja ele grande ou pequeno. Tenho carinho especial por muitos trabalhos e sou feliz por isso. Adorei O Bem-Amado e sempre fico emocionado ao lembrar de Mário Lago narrando o final de meu personagem Zelão das Asas. A realização de qualquer homem é se despregar de sua realidade e sonhar em voar. A reação das pessoas era maravilhosa. Não sei se entenderam, porque o Dias Gomes era muito irônico. Mas foi bonito para todo mundo. Também adorei Irmãos Coragem, porque eu fazia o Brás Canoeiro e dirigia a novela ao mesmo tempo. Terminei supercansado. E entre tantos outros no cinema, no teatro e na TV, o Romildo Rosa também está me deixando muito feliz.

Cheio de histórias
Mineiro de Monte Santo de Minas, Milton Gonçalves cresceu e foi criado em São Paulo. Foi lá que tomou gosto pelo teatro amador. Mas não demorou muito tempo para se profissionalizar.

A famosa companhia do Teatro de Arena precisava de um ator negro para a peça Ratos e Homens e foi assim que Milton começou. "Estava ao lado do Gianfrancesco Guarniei, Flávio Migliaccio, não era um grupo qualquer", valoriza Milton.

Na década de 60, Milton iniciou sua carreira televisiva, atuando em novelas como A Moreninha e A Cabana do Pai Tomás. Não se limitou a atuar, mas também participou de inúmeras produções como diretor.

"Escrava Isaura, a novela brasileira mais vista no exterior, foi dirigida por mim", ressalta Milton, que diz não ter desistido de voltar a dirigir na TV, apesar de estar afastado.

No decorrer da carreira, o ator também se destacou no cinema, ao participar inclusive de produções americanas e italianas. Com um currículo recheado de trabalhos de destaque e praticamente emendando um trabalho no outro ao longo dos anos, Milton não hesita em destacar que nem tudo são flores no decorrer da caminhada.

"Já vi várias pessoas caírem do navio nessa viagem. Morrem afogados na soberba. Ser ator exige sacrifício", resume.

Com sotaque inglês
Com uma formação teatral, Milton Gonçalves está há bastante tempo longe dos palcos, mas não quer demorar para voltar a fazer espetáculos. Seu projeto para 2009 é fazer uma montagem de Rei Lear, de William Shakespeare.

"Quero misturar atores de diversas raças. Uma filha do rei será branca, outra negra e outra oriental", planeja o ator.

O fascínio de Milton pelo dramaturgo inglês já é antigo. Mas o desejo de montar a peça foi aguçado em uma viagem que o ator fez à Inglaterra. Ao visitar o Royal Shakespeare Theatre, ele gostou de ver expostos alguns cartazes de atores negros que tinham encenado Ofélia e Hamlet, outras obras do autor.

"Quero levar a montagem para vários lugares do País e, quem sabe, para o Royal Shakespeare Theatre."

publicado por Tititi às 15:08

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