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A Favorita

Blog sobre a novela A Favorita

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11
Ago08

Claudia Raia é capa da revista Claudia no mês de Agosto

Tititi

Aos 41 anos, a actriz, uma das protagonistas da novela das 9 da Globo, vive um amor grande e generoso, educa filhos adoráveis e constrói um corpo de dar inveja. O segredo para tudo funcionar tão bem na vida desta capricorniana teimosa – e batalhadora – ela revela aqui.

Sexta-feira à noite, frio, frio, frio, Claudia Raia chega faminta ao estúdio para fazer a capa de CLAUDIA, em São Paulo. Vem direto do aeroporto – passou o dia gravando no Rio, onde mora, mais um capítulo de A FAVORITA, atracção das 21 horas da Globo. Um churrasquinho na baguete e um suco de maçã com laranja depois, e a actriz está nova, encarando radiante nossa câmera. Entre uma troca de roupa e outra, atende o celular: do outro lado, os filhos Enzo, 11 anos, e Sofia, 5, acompanhados pelo pai, o actor Edson Celulari, 50, querem dar “um alô para a mamãe”. Ela aproveita para confirmar o programa do dia seguinte com a caçula: “Bebê, amanhã a gente vai comprar um brinquedo por que você está sem chupar o dedo há uma semana e dormindo a noite inteira”. É uma mãe corujíssima: “Meus filhos são lindos! O Enzo está com 1,60 metro, puxou à família de meu pai, que tinha 1,94 metro. Eu só fiquei em 1,80 porque fiz tratamento para parar de crescer”. Depois de desencarnar dramaticamente da sua personagem na novela SETE PECADOS (2007) – a vilã Agatha explodiu no meio da trama, dizem as más línguas, porque a actriz, descontente com o papel, trocava o texto escrito por Walcyr Carrasco –, Claudia está amando dar vida a Donatela. “Em 25 anos fazendo novelas, nunca vi o público se envolver tão rapidamente com uma história”, diz. No folhetim do autor João Emanuel Carneiro, ela é, segundo sua definição, uma mulher quase desprovida de sensualidade, bem ao contrário da exuberância natural desta capricorniana de 41 anos e de muitas outras personagens que ela já interpretou em 18 novelas – como a Maria Escandalosa, de DEUS NOS ACUDA (1992), ou a Safira, de BELÍSSIMA (2005). “Esse lado meio abrutalhado da Donatela foi um dos meus desafios para compor o papel”, reconhece. Donatela vem ocupando muito o tempo de Claudia, que, embora adepta do budismo, não tem levado uma vida zen.

O corre-corre é grande para dar conta de uma agenda na qual não podem faltar exercícios físicos. Bailarina que estreou em musicais aos 16 anos, mantém uma rotina semanal intensa de trabalho com o corpo, que inclui aulas de dança, sessões de esteira e exercícios aeróbicos, tudo supervisionado pelo personal trainer Antônio Mendes na academia que montou em casa, na Barra da Tijuca. “Às vezes, decoro o texto andando na esteira”, diz. A mesma disciplina ela procura seguir na alimentação, orientada por nutricionista. Durante a semana, leva marmita para o trabalho, com comida feita em casa e bem light. Assim, no final de semana pode saborear tutu de feijão ou leitoa assada, seus pratos preferidos. O tempo para os filhos é sagrado, mas também exige uma ginástica à parte para conciliar. “A gente vai tentando encaixar as coisas: se não os vi o dia inteiro, um vem dormir comigo. Costumo acordar às 6 da manhã para tomar café com eles. Às vezes, levo ao colégio. Se tem um intervalinho nas gravações, eles vão ao Projac ou me encontro com eles no meio do caminho nem que seja para comer um pão de queijo.” Nesta entrevista, ela fala da carreira, dos filhos, do amor por Celulari, de como se vacina contra a preguiça de malhar e sobre as conquistas da maturidade.

CLAUDIA - Você parece muito à vontade no papel de Donatela. O que mais lhe agrada na personagem?
CLAUDIA RAIA Estou curtindo demais a complexidade da personagem, que me dá a oportunidade de me exercitar como actriz de todas as maneiras, do trágico ao cômico. Ela não tem quase sensualidade – é uma mulher bruta, de uma essência rústica, bastante diferente de mim. Trabalhei muito para compô-la.

CLAUDIA - Como você se preparou para o papel?
CLAUDIA RAIA Vi muitos filmes do neo-realismo italiano. Acho que essa personagem tem muito da Anna Magnani (actriz italiana que actuou em filmes como ROMA, CIDADE ABERTA, de 1945). Ela é a minha grande inspiradora nesse papel. Mas Donatela tem também um pouco de Giulietta Masina (outra actriz italiana, mulher do cineasta Federico Fellini, com quem fez filmes memoráveis, como NOITES DE CABÍRIA, de 1957). Foi um desafio construir uma personagem que você não sabe se é a mocinha ou a vilã.

CLAUDIA - Donatela criou a filha que o marido dela teve fora do casamento. Você faria o mesmo?

CLAUDIA RAIA Não sei. Acho que a situação dela é muito particular. Ela perdeu tudo na vida. Os pais, quando tinha 5 anos, o filho foi sequestrado... Talvez, no lugar dela, eu fizesse o mesmo.

CLAUDIA - Você perdoaria uma traição conjugal?
CLAUDIA RAIA Se fosse um amor do tamanho do que tenho pelo Edson, eu passaria por cima de qualquer coisa. Tenho uma vida com ele, tenho filhos com ele. Uma coisa é você largar tudo e viver uma aventura. E outra é não querer largar o que construiu com aquela pessoa e ser surpreendida pelo destino. Qualquer um pode se apaixonar. E aí é bastante difícil para a outra parte. Para perdoar, esse amor precisa valer muito a pena, porque é muito sofrimento.

CLAUDIA - Você e Edson estão casados há 15 anos. Já passaram por momentos de turbulência?
CLAUDIA RAIA Nunca. Dizem que nossa união é perfeita. Na verdade, não é: somos duas pessoas que fazem qualquer coisa para ficar juntas no casamento. Penso que essa disponibilidade se perdeu um pouco nos dias de hoje.

CLAUDIA - Como vocês alimentam essa união?
CLAUDIA RAIA Somos muito generosos um com o outro, vibramos muito com as conquistas do outro. Acho que é um amor de outras vidas. Tem gente que passa vidas inteiras e nada assim acontece. Então, de repente, em algum momento, você encontra – sei que a frase é cafona – a sua outra metade. Acredito que isso existe, sim.

CLAUDIA - A chegada dos filhos mudou a vida dos dois?
CLAUDIA RAIA Os filhos só agregam. Eles melhoraram a qualidade do nosso amor. O Edson é um pai maravilhoso. Estamos mais fortes agora que somos quatro. Nossos filhos são cúmplices. No Dia dos Namorados, fui almoçar com o Edson porque à noite estaria gravando. As crianças sabiam e deixaram um bilhetinho para a gente desejando feliz Dia dos Namorados.

CLAUDIA - Você é uma mãe superprotetora?
CLAUDIA RAIA Sou atenta, mas não superprotejo. Minha escola foi com um filho homem. Acho insuportável homem dependente da mãe. Isso é uma coisa que eu tento passar para o Enzo: “Filho, vai, resolva. Se tiver dúvida, estou aqui. Mas faça, não dependa de mim”. Dá certo: ele é muito agarrado com a gente, mas é totalmente activo.

CLAUDIA - E com uma filha mulher, serve a mesma fórmula?
CLAUDIA RAIA
Sofia é uma independente nata. Com ela é o contrário, tem que puxar para ver se fica um pouco dependente da gente. Com 5 anos, ela é a atitude em pessoa! (risos)

CLAUDIA - O que você admirava em sua mãe e procura repetir com seus filhos?
CLAUDIA RAIA Minha mãe é corajosa, uma mulher que sempre foi atrás de seus sonhos. Meus filhos notam que ela é uma guerreira e vê em isso em mim também. Acham bacana eu trabalhar. Às vezes, o Enzo reclama: “Mãe, você grava de dia e de noite. Puxa vida, fala para a Globo que isso é injusto, você tem filho”. Já a Sofia costuma dizer: “Ela gosta mais de ficar com a família dela do que de trabalhar”.

CLAUDIA - E como você responde a isso?
CLAUDIA RAIA Um dia antes de estrear a novela estava rolando esse papo entre eles, e eu falei: “Olha, mamãe está muito feliz e amando esse papel, mas só vou ficar completamente feliz se vocês estiverem assistindo a minha estreia ao meu lado”. Então, a Sofia olhou para o Enzo e disse: “Tá vendo?”

CLAUDIA - Eles costumam assistir sempre aos seus trabalhos?
CLAUDIA RAIA Não deixo verem cenas fortes, como de amor, de beijo. Se eu digo que não dá para ver, eles levantam e saem da sala, já sabem que é para a saúde mental deles. Mas eu conto o que vai acontecer.

CLAUDIA - O que mudou do seu corpo de 20 anos para o de agora, com a maturidade e as gestações?
CLAUDIA RAIA A gestação não mudou em nada o meu corpo, eu só melhorei, tanto física como emocionalmente. Minha silhueta afinou com a malhação. Tenho o mesmo personal trainer há oito anos e desde o começo a proposta dele foi me afinar. Tenho bumbum grande e perna grossa, venho de uma família de obesos, então preciso me cuidar. Agora, a gente está falando de um corpo que a vida inteira se exercitou. Fui bailarina a vida inteira, e os frutos vou colher lá na frente.

CLAUDIA - Você tem uma rotina de malhação muito aplicada. Nunca acorda com preguiça?
CLAUDIA RAIA Com certeza. Mas o segredo é que minha vida não é igual nunca, e meu desafio é combinar meus compromissos profissionais e meus exercícios. Isso exige disciplina, mas me exercitar e fazer aula de balé são coisas que me dão muito prazer. Se deixo de fazer, não fico feliz. Mas também não sou daquelas pessoas viciadas, que ficam loucas se não malharem. Com essa novela, tento me adaptar nos horários mais malucos. Faço aula de balé às 8 horas da manhã ou às 10 da noite e ando na esteira enquanto decoro o texto do dia seguinte.

CLAUDIA - Qual é o seu melhor atributo físico?
CLAUDIA RAIA Minha boca e meu abdomen são minha melhor genética. Mas vivo em guerra com meu bumbum. Estou quase plantando bananeira para ver se a lei da gravidade não derruba. (risos)

CLAUDIA - Por enquanto, você fez plástica só no nariz. Tem planos de fazer outras?
CLAUDIA RAIA Amo o meu nariz com plástica. Mas sou muito cautelosa com isso. Acredito na alimentação, na malhação e acredito que a idade chega. Se você se cuidar, vai tendo a sua idade. É gostoso ouvir que você está incrível com 41 anos. Mas ter 41 anos e cara de 20 não é possível.

CLAUDIA - Numa época em que todo mundo aumenta os seios com silicone, você não aderiu por quê?
CLAUDIA RAIA O Enzo me pede pelo amor de Deus para eu não botar. Eu nunca quis. Quando a mulher vai envelhecendo, engorda no peito, é hormonal. Quanto menos tiver, mais magra vai parecer. Sempre tive pouco. Sou enorme, com peitão não dá.

CLAUDIA - Qual é seu maior defeito?
CLAUDIA RAIA A teimosia. Com a maturidade, melhorei um pouco e fiquei mais tolerante. Hoje, pondero.

CLAUDIA - E a sua maior qualidade?
CLAUDIA RAIA A generosidade. Acho que sou generosa com os meus amigos, com minha família, com meu parceiro. A vida também é generosa comigo. É uma troca.

CLAUDIA - Falta alguma coisa na sua vida?
CLAUDIA RAIA Nada. A vida me deu muito e só tenho a agradecer.

Claudia Raia

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